sábado, julho 04, 2015

Conflitos são inevitáveis, mas também oportunidade de melhoria



"The essentials of conflict management". Pauldine R & Dorman T. ICU Management 2005; vol 5(3).

Conflitos na equipe da UTI são comuns e podem levar a perda de eficiência. Podem gerar impacto para segurança do paciente. Algumas fontes são: necessidades individuais, preferências e valores que diferem do grupo. Outras causas: redução do número de especialistas; diversidades culturais e de gêneros; fadiga, deprivação de sono, estresse. Conflitos ocorrem comumente nas UTIs talvez porque há rotatividade aumentada de equipe, pacientes e familiares. Outra fonte mais "moderna" atualmente é a comunicação por tecnologia (ausência de contato humano, ex. email e celulares).

Os autores listam as técnicas de manuseio de conflitos, do ponto de vista de gestão:


André Japiassú

domingo, junho 28, 2015

Comparação entre Early-goal directed therapy 2001 vs 2015

Mais uma evidência cai, depois de quase 15 anos seguindo como standard de tratamento da sepse grave. Ok que é difícil implementar o EGDT clássico. Ok que a gente sempre achou que transfundir para manter o hematócrito acima de 30% seria iúntil na maioria dos pacientes. Mas o tratamento usual, principalmente nos Estados Unidos, Austrália e boa parte da Europa ficou muito bom, se comparamos com a década de 90. A antibioticoterapia e a reposição volêmica é rápida, dentro de 1 hora após diagnóstico. E a otimização hemodinâmica não parece ser tão importante para a maioria dos pacientes. Só não tenho certeza se já temos o tratamento usual (que é muito bom) na maior parte do Brasil...
André Japiassú

sábado, junho 20, 2015

DIRETORES DA SOPATI LANÇAM LIVRO DE MEDICINA INTENSIVA


 

No dia 22 de junho de 2015 as 10 horas, no Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), acontecerá o lançamento do livro Medicina Intensiva: Abordagem Prática segunda edição.  A obra, da editora Manole, foi escrita pelos Drs. Luciano Azevedo (diretor cientifico adulto da SOPATI), Leandro Utino Taniguchi e José Paulo Ladeira (diretor tesoureiro da SOPATI), intensivistas do HC, com excelência na área.

A publicação é um componente da série Abordagem Prática, editada por profissionais da Disciplina de Emergências Clínicas da instituição.

“A primeira edição do livro se converteu em um grande sucesso, tendo vendido mais de 8000 exemplares em dois anos de publicação. Isso nos motivou a revisar e atualizar cuidadosamente o livro para essa segunda edição, inclusive acrescentando capítulos que acreditamos serem muito úteis aos profissionais de UTI no seu dia-a-dia como ultrassonografia em UTI, pós-operatório de cirurgia cardíaca e delirium”, conta o Dr. Luciano Azevedo.

O livro é dividido em seis seções, que abordam: cardiologia intensiva e hemodinâmica, infectologia, neurointensivismo, nutrição e metabolismo, pneumologia intensiva, trauma e cirurgia.

A principal novidade de Medicina Intensiva: Abordagem Prática, segundo o Dr. Luciano, é que o seu formato implica em um acesso simples e direto à informação, facilitando a consulta e a tomada de decisão no sempre atribulado ambiente das UTIs brasileiras.

“Existe uma carência de publicações em medicina intensiva que tragam essa abordagem mais simples, com pouca discussão de fisiopatologia e enfatizando os aspectos terapêuticos das condições críticas. Além disso, este livro é o material didático do Curso Nacional de Atualização em Terapia Intensiva, um curso presencial e online, promovido por professores da Disciplina de Emergências Clínicas da USP, neste ano de 2015”, explica.

O livro conta com registros das experiências dos autores no ensino aos estudantes e residentes das UTIs da Disciplina de Emergências Clínicas do HC-FMUSP, enriquecendo ainda mais o seu conteúdo.

 

quinta-feira, maio 21, 2015

CONGRESSO DA SOTIERJ

10 a 13 de junho de 2015

Local: Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Rua Visconde Silva 52, Botafogo

Rio de Janeiro - RJ

Informações: www.sotierj.org.br

terça-feira, maio 12, 2015

HIPERTERMIA MALIGNA


A hipertermia maligna é uma afecção hereditária e latente, caracterizada classicamente por uma síndrome hipermetabólica em resposta à exposição aos anestésicos voláteis (halotano, enflurano, isoflurano, sevoflurano e desflurano) e/ou succinil-colina. O quadro clínico inclui hipertermia, rigidez muscular, instabilidade hemodinâmica (hiper ou hipotensão arterial), sudorese profusa, taquicardia, taquipnéia, elevação do CO2 exalado e rabdomiólise associados a elevação da CPK e mioglobina plasmáticas. O tratamento consiste em suporte clínico e uso de dantrolene.

 

Flávio E. Nácul

sexta-feira, maio 08, 2015

600 MIL VISUALIZAÇÕES

O nosso blog atingiu ontem a marca de 600 mil visualizações!!!!

Contamos no momento com 309 seguidores.

Mandamos um forte abraço para aqueles que nos acompanham.

Flávio Nácul

terça-feira, maio 05, 2015

ALBUMINA TEM MUITO SÓDIO?

A solução de albumina a 20% contem aproximadamente 145 mEq de sódio por mL (pode variar 10 mEq para cima ou para baixo). Por outro lado, o soro fisiológico contem 154 mEq de sódio por mL. Portanto, o conteúdo de sódio do soro fisiológico é superior ao da albumina.

Flávio E. Nácul

QUANTO CUSTA A ALBUMINA?

Um frasco contendo 50 mL de albumina a 20% custa aproximadamente 75 reais. Por outro lado, um frasco com 500 mL de soro fisiológico custa aproximadamente 1 real.

Flávio E. Nácul

sábado, abril 18, 2015

CONNEMI 2015 EM MANAUS: 22 A 25 DE SETEMBRO

Começa na quarta-feira, 22 de abril de 2015, em Manaus, a décima ediaação do importante Congresso Norte Nordeste de Medicina Intensiva.

Informações: www.connemimanaus.com.br

Flávio E. Nácul

quinta-feira, abril 16, 2015

STRESS PÓS-TRAUMÁTICO

Segundo artigo publicado no ultimo numero da CCM (Ann Parker et al), após 1 ano de acompanhamento, 20% dos pacientes sobreviventes após internação em UTI apresentam stress pós-traumático.

Flávio E. Nácul

sexta-feira, abril 10, 2015

QUEM É A TRANFERRINA?

É á proteína que transporta o ferro absorvido no intestino para os locais onde a hemoblobina é produzida (medula óssea, fígado, baço).


sexta-feira, abril 03, 2015

QUIZ: ONDE O FERRO É ABSORVIDO?

No duodeno. O ferro dos alimentos que normalmente se encontra na forma férrica é reduzido para a forma ferrosa pela enzima citocromo oxidase duodenal para então der absorvido.

Flávio E. Nácul

quinta-feira, abril 02, 2015

592 MIL VISUALIZAÇÕES

Estamos chegando perto do expressivo número de 600 mil visualizações.

Contamos atualmente com 316 seguidores.

Curiosamente, temos acessos de diversos países sendo que os 5 de onde mais comumente o blog é acessado são os seguintes:

1) Brasil 399.601
2) EUA 118.872
3) Portugal 20765
4) Alemanha 4414
5) Russia 2102.

Flávio E. Nácul

terça-feira, março 31, 2015

Banho de clorexidine parece reduzir novas infecções após 1o episódio de sepse

Chlorhexidine daily bathing: Impact on health care–associated infections caused by gram-negative bacteria. Cassir et al, Am J Infect Control 2015, in press.

Os autores compararam o banho normal, com água e sabão, versus com clorexidine 2% para avaliar a incidência de novas infecções nosocomiais, incluindo PAV, sepse por cateter e infecções urinárias. Foram incluídos 325 pacientes após 1 episódio de sepse. Eles foram A incidência foi bem menor nos pacientes com clorexidine: 19% vs 32%, p=0,01. Pacientes com sabão e água apresentam quase 100% mais infecções nosocomiais após o 1o episódio de sepse. A colonização por bactérias Gram-negativas reduziu 40% em quem recebeu banho com clorexidine.

O estudo tem limitações, principalmente por ser em 1 único centro, e não houve cegamento. A amostra também foi relativamente pequena, e bem específica, pois os indivíduos foram incluídos somente após uso de antibióticos em episódio de sepse.

André Japiassú

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Quais são as indicações de transfusão de plaquetas ?

Platelet Transfusion: A Clinical Practice Guideline From the AABB. Kaufman RM, Djulbegovic B, Gernsheimer T, et al. Annals of Internal Medicine 2015; 162:205-13.

Segundo a American Association of Blood Banks (AABB), as indicações de transfusão de plaquetas são específicas. Reuniu 21 especialistas (15 hematologistas e outros 6 especialistas, incluindo 1 intensivista) e revisaram as evidências para transfusão de plaquetas. Vejam as principais resoluções do consenso:

1. As melhores evidências são nos pacientes com plaquetopenia grave após radio ou quimioterapia para tratar CA hematológico. A transfusão deve ser feita na vigência de sangramento grave ou profilaticamente com plaquetometria menor que 10.000/mm3. A dose pode ser a metade da dose tradicional (1 unidade por 10 kg de peso para subir 30-40 mil plaquetas por mm3). Não há eficácia de se usar o dobro da dose também.

2. 4 estudos clínicos randomizados avaliaram o limiar de 10.000 vs 20.000/mm3: não houve diferença da incidência de sangramentos, enquanto os pacientes com menos de 10.000/mm3 tinham mais dias com sangramento; reduzia-se a presença de efeitos colaterais (febre e alergias) transfundindo apenas com limiar de 10.000.

3. Recomenda-se punção de veia central com plaquetometria acima de 20.000/mm3. A incidência de sangramento grave associado a punção é menor que 4%. As evidências são fracas e o consenso optou por ser conservador.

4. Recomenda-se punção lombar diagnóstica ou terapêutica com plaquetometria acima de 50.000/mm3. Aqui as evidências são apenas de estudos observacionais e os experts são mais conservadores ainda: não se observou complicações em 2 séries de punções lombares em pacientes adultos (n=195 punções em 66 pacientes) ou pediátricos (n=5223 em 956 pacientes), mesmo quando a plaquetometria era menor que 20.000/mm3. Não há estudos clínicos avaliando a transfusão profilática de plaquetas antes de punções lombares.

5. Recomenda-se transfusão profilática se houver necessidade de cirurgia fora do neuroeixo e plaquetometria menor que 50.000/mm3. Não se indica plaquetas antes de circulação extracorpórea se não há plaquetopenia. Evidências de qualidade ruins e recomendações fracas.

6. Não há consenso nos casos de pacientes com AVE hemorrágico e que recebem medicações antiplaquetárias (aspirina, clopidogrel). Foram 5 estudos observacionais, reunindo 635 pacientes, e 1 estudo mostrou maior mortalidade com transfusão de plaquetas, outro mostrou benefício, e os 3 restantes não mostraram diferença de mortalidade. Parece racional oferecer transfusão de plaquetas se o pacientes estiver nesta situação, associado a contagem plaquetária menor que 100.000/mm3. Grau de recomendação incerto.

O ponto mais divergente entre este consenso e outros anteriores é o nível de plaquetometria que indica transfusão profilática antes de punções venosas centrais: 20.000/mm3. Outros consensos indicavam 50.000/mm3, porém com menor qualidade de evidências e baseados nas opiniões dos especialistas.

André Japiassú