quinta-feira, maio 21, 2015

CONGRESSO DA SOTIERJ

10 a 13 de junho de 2015

Local: Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Rua Visconde Silva 52, Botafogo

Rio de Janeiro - RJ

Informações: www.sotierj.org.br

terça-feira, maio 12, 2015

HIPERTERMIA MALIGNA


A hipertermia maligna é uma afecção hereditária e latente, caracterizada classicamente por uma síndrome hipermetabólica em resposta à exposição aos anestésicos voláteis (halotano, enflurano, isoflurano, sevoflurano e desflurano) e/ou succinil-colina. O quadro clínico inclui hipertermia, rigidez muscular, instabilidade hemodinâmica (hiper ou hipotensão arterial), sudorese profusa, taquicardia, taquipnéia, elevação do CO2 exalado e rabdomiólise associados a elevação da CPK e mioglobina plasmáticas. O tratamento consiste em suporte clínico e uso de dantrolene.

 

Flávio E. Nácul

sexta-feira, maio 08, 2015

600 MIL VISUALIZAÇÕES

O nosso blog atingiu ontem a marca de 600 mil visualizações!!!!

Contamos no momento com 309 seguidores.

Mandamos um forte abraço para aqueles que nos acompanham.

Flávio Nácul

terça-feira, maio 05, 2015

ALBUMINA TEM MUITO SÓDIO?

A solução de albumina a 20% contem aproximadamente 145 mEq de sódio por mL (pode variar 10 mEq para cima ou para baixo). Por outro lado, o soro fisiológico contem 154 mEq de sódio por mL. Portanto, o conteúdo de sódio do soro fisiológico é superior ao da albumina.

Flávio E. Nácul

QUANTO CUSTA A ALBUMINA?

Um frasco contendo 50 mL de albumina a 20% custa aproximadamente 75 reais. Por outro lado, um frasco com 500 mL de soro fisiológico custa aproximadamente 1 real.

Flávio E. Nácul

sábado, abril 18, 2015

CONNEMI 2015 EM MANAUS: 22 A 25 DE SETEMBRO

Começa na quarta-feira, 22 de abril de 2015, em Manaus, a décima ediaação do importante Congresso Norte Nordeste de Medicina Intensiva.

Informações: www.connemimanaus.com.br

Flávio E. Nácul

quinta-feira, abril 16, 2015

STRESS PÓS-TRAUMÁTICO

Segundo artigo publicado no ultimo numero da CCM (Ann Parker et al), após 1 ano de acompanhamento, 20% dos pacientes sobreviventes após internação em UTI apresentam stress pós-traumático.

Flávio E. Nácul

sexta-feira, abril 10, 2015

QUEM É A TRANFERRINA?

É á proteína que transporta o ferro absorvido no intestino para os locais onde a hemoblobina é produzida (medula óssea, fígado, baço).


sexta-feira, abril 03, 2015

QUIZ: ONDE O FERRO É ABSORVIDO?

No duodeno. O ferro dos alimentos que normalmente se encontra na forma férrica é reduzido para a forma ferrosa pela enzima citocromo oxidase duodenal para então der absorvido.

Flávio E. Nácul

quinta-feira, abril 02, 2015

592 MIL VISUALIZAÇÕES

Estamos chegando perto do expressivo número de 600 mil visualizações.

Contamos atualmente com 316 seguidores.

Curiosamente, temos acessos de diversos países sendo que os 5 de onde mais comumente o blog é acessado são os seguintes:

1) Brasil 399.601
2) EUA 118.872
3) Portugal 20765
4) Alemanha 4414
5) Russia 2102.

Flávio E. Nácul

terça-feira, março 31, 2015

Banho de clorexidine parece reduzir novas infecções após 1o episódio de sepse

Chlorhexidine daily bathing: Impact on health care–associated infections caused by gram-negative bacteria. Cassir et al, Am J Infect Control 2015, in press.

Os autores compararam o banho normal, com água e sabão, versus com clorexidine 2% para avaliar a incidência de novas infecções nosocomiais, incluindo PAV, sepse por cateter e infecções urinárias. Foram incluídos 325 pacientes após 1 episódio de sepse. Eles foram A incidência foi bem menor nos pacientes com clorexidine: 19% vs 32%, p=0,01. Pacientes com sabão e água apresentam quase 100% mais infecções nosocomiais após o 1o episódio de sepse. A colonização por bactérias Gram-negativas reduziu 40% em quem recebeu banho com clorexidine.

O estudo tem limitações, principalmente por ser em 1 único centro, e não houve cegamento. A amostra também foi relativamente pequena, e bem específica, pois os indivíduos foram incluídos somente após uso de antibióticos em episódio de sepse.

André Japiassú

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Quais são as indicações de transfusão de plaquetas ?

Platelet Transfusion: A Clinical Practice Guideline From the AABB. Kaufman RM, Djulbegovic B, Gernsheimer T, et al. Annals of Internal Medicine 2015; 162:205-13.

Segundo a American Association of Blood Banks (AABB), as indicações de transfusão de plaquetas são específicas. Reuniu 21 especialistas (15 hematologistas e outros 6 especialistas, incluindo 1 intensivista) e revisaram as evidências para transfusão de plaquetas. Vejam as principais resoluções do consenso:

1. As melhores evidências são nos pacientes com plaquetopenia grave após radio ou quimioterapia para tratar CA hematológico. A transfusão deve ser feita na vigência de sangramento grave ou profilaticamente com plaquetometria menor que 10.000/mm3. A dose pode ser a metade da dose tradicional (1 unidade por 10 kg de peso para subir 30-40 mil plaquetas por mm3). Não há eficácia de se usar o dobro da dose também.

2. 4 estudos clínicos randomizados avaliaram o limiar de 10.000 vs 20.000/mm3: não houve diferença da incidência de sangramentos, enquanto os pacientes com menos de 10.000/mm3 tinham mais dias com sangramento; reduzia-se a presença de efeitos colaterais (febre e alergias) transfundindo apenas com limiar de 10.000.

3. Recomenda-se punção de veia central com plaquetometria acima de 20.000/mm3. A incidência de sangramento grave associado a punção é menor que 4%. As evidências são fracas e o consenso optou por ser conservador.

4. Recomenda-se punção lombar diagnóstica ou terapêutica com plaquetometria acima de 50.000/mm3. Aqui as evidências são apenas de estudos observacionais e os experts são mais conservadores ainda: não se observou complicações em 2 séries de punções lombares em pacientes adultos (n=195 punções em 66 pacientes) ou pediátricos (n=5223 em 956 pacientes), mesmo quando a plaquetometria era menor que 20.000/mm3. Não há estudos clínicos avaliando a transfusão profilática de plaquetas antes de punções lombares.

5. Recomenda-se transfusão profilática se houver necessidade de cirurgia fora do neuroeixo e plaquetometria menor que 50.000/mm3. Não se indica plaquetas antes de circulação extracorpórea se não há plaquetopenia. Evidências de qualidade ruins e recomendações fracas.

6. Não há consenso nos casos de pacientes com AVE hemorrágico e que recebem medicações antiplaquetárias (aspirina, clopidogrel). Foram 5 estudos observacionais, reunindo 635 pacientes, e 1 estudo mostrou maior mortalidade com transfusão de plaquetas, outro mostrou benefício, e os 3 restantes não mostraram diferença de mortalidade. Parece racional oferecer transfusão de plaquetas se o pacientes estiver nesta situação, associado a contagem plaquetária menor que 100.000/mm3. Grau de recomendação incerto.

O ponto mais divergente entre este consenso e outros anteriores é o nível de plaquetometria que indica transfusão profilática antes de punções venosas centrais: 20.000/mm3. Outros consensos indicavam 50.000/mm3, porém com menor qualidade de evidências e baseados nas opiniões dos especialistas.

André Japiassú

domingo, fevereiro 15, 2015

Excelência na UTI: principais características, segundo especialistas

"The top attributes of excellence of intensive care physicians". Sprung CL, Cohen R, Marini JJ. Intensive Care Med 2015;41:312-4.

O que é Excelência ? O que significa exercer um trabalho excelente ? Muitas empresas empregam este substantivo, dizendo estar sempre em busca de Excelência. Mas será que as pessoas entendem o que é Excelência ? E mais: será que o trabalho é focado em buscá-la ou simplesmente busca-se o suficiente para fazer um bom trabalho ? Daí, se dá o dualismo entre Excelência e Suficiência.

O dicionário online de português (www.dicio.com.br) aponta que Excelência é: característica do que é excelente; em que há excelência; que possui um teor mais elevado; grau máximo de bondade, qualidade ou perfeição; forma de tratamento conferida as pessoas que pertencem ao mais alto nível de uma hierarquia social, que ocupam posições ou funções de nível nobre, político, diplomático, eclesiástico ou profissional relevantes.

Neste artigo semi-experiemental, mais parecido com um "survey", 3 grandes autores buscaram o significado de Excelência para a Medicina Intensiva. Trabalhos semelhantes foram realizados no campo da Medicina Interna e Anestesiologia, com achados parecidos: Excelência compreende uma associação de técnica com características específicas de personalidade.

Quatro sociedades (American College of Chest Physicians, American Thoracic Society, European Society of Intensive Care Medicine, e Society of Critical Care Medicine) indicaram 125 profissionais que passam a imagem da Excelência. Estes, por sua vez, precisavam indicar 2 profissionais que eles têm contato direto (proximidade regional ou do ambiente de trabalho) e mais 2 profissionais de contato indireto (conhecidos por publicações ou apresentações, sem precisar ser do mesmo âmbito regional). No fim, 76% dos profisisonais responderam o questionário, indicando as 4 principais características responsáveis por Excelência.

Aí vão os atributos para a Excelência: (N total = 96)
1 - Conhecimento (N=92) & Comprometimento (N = 92)
3 - Compaixão (N = 88)
4 - Habilidade clínica marcante (N = 75)
5 - Professor marcante, capaz de repassar conhecimentos (N = 73)
6 - Entusiasmo (N = 47)
7 - Liderança (N = 46)
8 - Inteligência (N = 36) & Profissionalismo (N = 36)
10 - Integridade (N = 34) & Inovação (N = 34)

Outras características foram: pesquisador, mentor, comunicativo, capaz de trabalhar em equipe, coleguismo, inspirador, altruísta, organizador e resiliente, entre outras menos bem definidas. Veja Tabela abaixo.



O que me impressiona é que características como inteligente, mentor e líder estão bem abaixo de estudioso, comprometido e aquele que compreende o estado emocional de outra pessoa. Eu concordo com estes atributos, e acredito que qualquer um pode alcançar a Excelência com foco e paciência. Pessoas brilhantes individualmente são admiráveis, mas nem sempre são capazes de serem Excelentes. Por outro lado, as pessoas que se mantém íntegras e são capazes de olhar e sentir os colegas e os pacientes têm maior chance de chegar na tal da Excelência...

André Japiassú

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

CORREÇÃO DA DISNATREMIA REDUZ A MORTALIDADE

A presença de disnatremia no paciente crítico sabidamente aumenta a mortalidade. Darmon e al demonstraram em um estudo multicêntrico com 7 mil pacientes que a sua correção reduz a mortalidade.

Darmon M: Shock 2014; 41:394-399