sábado, Setembro 13, 2014

quarta-feira, Setembro 03, 2014

O QUE SÃO ROPs?

ROPs (Required Organizational Practices),  são as práticas inovadoras, baseadas em evidências para a Segurança do Paciente.

Flávio E. Nácul

terça-feira, Agosto 26, 2014

RISCOS ASSOCIADOSO USO DO ETOMIDATO

Segundo uma revisão publicada por de la Grandville et al, o uso de uma única dose de etomidato para intubar pacientes críticos esta associada a uma maior incidência de pneumonia, tempo de internação e mortalidade.
 
Ref- de la Grandville B, Arroyo D, Walder B. Etomidate for critically ill patients. Con: do you really want to weaken the frail? Eur J Anaesthesiol. 2012 Nov;29(11): 511-14.

sábado, Agosto 23, 2014

ENFERMAGEM: QUALIDADE DE VIDA

Século XXI, estamos no terceiro milênio e vivemos um momento de efervescência tecnológica e constatação de que a tecnologia não dá conta das necessidades do ser humano. Percebemos diariamente, em nosso cotidiano, novas formas de monitorização e monitoração na terapia intensiva, sempre em busca do melhor e mais adequado suporte ao paciente grave. Mas nunca nos perguntamos se toda esta tecnologia propicia qualidade de vida aos profissionais da saúde. Como é a qualidade de vida de quem cuida de vidas? Pesquisas e estudos sobre qualidade de vida tem crescido significativamente nos últimos anos, mostrando a preocupação em suprir o que o avanço tecnológico não foi capaz de fazer. Muitos termos são usados na literatura como sinônimos de qualidade de vida, tais como: bem-estar, felicidade, boas condições de vida e satisfação na vida. Um estudo realizada por Walcker & Avant relacionou os atributos incluídos quando o conceito de qualidade de vida é descrito ou definido. Os autores relatam que uma boa qualidade de vida permite ao profissional: a) avaliar um sentimento de satisfação com a própria vida em geral; b) desenvolver a capacidade mental de avaliar sua própria vida como satisfatória; c) garantir um estado aceitável de saúde física, emocional, mental e social; d) realizar uma avaliação objetiva, feita por outro profissional, garantindo que as condições de vida da pessoa são adequadas e não ameaçadoras à vida.
A qualidade de vida está intimamente ligada as elevadas taxas de absenteísmo que permeiam a enfermagem brasileira. O trabalho excessivo, os plantões estressantes e a baixa remuneração, levam as altas taxas de licenças médicas. Quantos profissionais temos hoje em nossa equipe afastados com diagnóstico médico de depressão, síndrome do pânico e estresse? Escalas reduzidas, que acabam desgastando ainda mais os poucos que restam na equipe. Não pensem que a taxa de absenteísmo é elevada apenas nos serviços públicos. O serviço privado também sofre com a falta dos profissionais que muitas vezes tem em sua historia uma qualidade de vida inadequada.
A qualidade de vida é uma dimensão complexa para ser definida e sua conceituação, ponderação e valorização vêm sofrendo uma evolução, que por certo acompanha a dinâmica da humanidade, suas diferentes culturas, suas prioridades e crenças. Para Romano, qualidade de vida é mais que simplesmente a ausência ou presença de saúde, abrangendo também educação, saneamento básico, acesso a serviços de saúde, satisfação e condições de trabalho, além de outros aspectos. Alguns estudos mostram que o tipo de trabalho onde há expectativa de vida influencia na melhor qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Em um estudo recente, os escores mais altos, apresentados pelos profissionais de enfermagem de Unidades de Terapia Intensiva ,teriam por exemplo, relação direta com a satisfação por atuarem naquele setor. Já os escores de mais baixa qualidade de vida da equipe de enfermagem da UTI eram relativos as dimensões comoa ausência de Atividades sociais,comunitárias e cívicas e Recreação, explicadas pela característica atribuída a esses profissionais, que tem em sua rotina o trabalho estressante, somado a mais de um turno de serviço e baixa remuneração.
Quando questionados sobre o que era bem estar os enfermeiros intensivistas responderam: ter um bom emprego, incluindo salário satisfatório; conseguir um tempo para o lazer e a família, ter saúde, alimentação, moradia e vestuário. Ao nos transportarmos para o real cenário da enfermagem brasileira, percebemos que muito falta para garantirmos qualidade de vida aos nossos profissionais. Compete ao enfermeiro uma ação direcionada para o desenvolvimento de atividades cada vez mais educativas, que devem também ser priorizadas pelas intituições, fazendo-se necessária a definição de estratégias que possam oferecer suporte psicológico aos profissionais diretamente envolvidos e que mais intensamente presenciam o processo de morrer dos pacientes, principalmente, médicos, enfermeiros e toda a equipe de multiprofissional, Desse modo, pode-se dizer que a questão da qualidade de vida diz respeito ao padrão que a própria sociedade define e se mobiliza para conquistar, consciente ou inconscientemente, e ao conjunto das políticas públicas e sociais que induzem e norteiam o desenvolvimento humano, as mudanças positivas no modo, nas condições e estilos de vida, cabendo parcela significativa da formulação e das responsabilidades ao denominado setor saúde. Partindo das idéias anteriores e corroborando a afirmativa de Rameix,de que a medida da qualidade de vida no universo da saúde é irreversível,torna-se fundamental uma precaução para que sua utilidade, ao definir prioridades no racionamento de recursos, não seja confundida com a máquina de triturar oposições, com que Cevasco rotula uma das características eficazes do neoliberalismo. Por outro lado, torna-se necessário investir muito ainda no aprofundamento do conceito e da mediação de promoção da saúde, para que signifique mais do que uma idéia de senso comum, programa ideológico, imagem-objetivo e possa nortear o sentido verdadeiramente positivo de qualidade de vida aos profissionais da saúde.
Quanto aos enfermeiros, cabe a reflexão e análise do que deve ser implementado na sua prática para garantir a melhoria de sua qualidade de vida. Como diria Olga Matos, “quanto mais aprimorada a democracia, mais ampla é a noção de qualidade de vida, o grau de bem-estar da sociedade e de igual acesso a bens materiais e culturais”.
Enf. Renata Pietro
Cordenadora de Enfermagem do CTI-HSPE-SP

sexta-feira, Agosto 22, 2014

541 MIL VISUALIZAÇÔES

O nosso blog chegou ao número de 541 mil visualizaçãoes e conta com 308 seguidores!!

Flávio E. Nácul

quinta-feira, Agosto 21, 2014

ENTEROBACTÉRIAS

Enterobacteriaceae ou enterobactérias é uma família de bactérias Gram-negativas que inclui diversos agentes patogênicos. Podem ser divididas em fermentadoras de lactose ou não.

Lactose positiva: Klebsiella, E. Coli, Enterobacter, Serratia.

Lactose negativa: Shigella, Salmonella, Proteus


Flávio E. Nácul

quarta-feira, Agosto 20, 2014

terça-feira, Agosto 19, 2014

PARÂMETROS SUGESTIVOS DE DIFICULDADE PARA VENTILAR COM MÁSCARA

1. idade superior a 55

2. Indice de massa corporal  superior a 26

3. Presença de barba

4. Ausência de dentes

5. Historia de ronco


Flávio E. Nácul

quinta-feira, Agosto 14, 2014

HIPONATREMIA INFLAMATÓRIA

Alguns trabalhos demonstraram que a inflamação pode produzir hiponatremia. A IL-6 estimula a produção de vasopressina que aumenta a reabsorção de água no rim produzindo hiponatremia por diluição.

Flávio E. Nácul

Ref: Park SJ, Shin JI: Korean J Pediatr 2013; 56:519-522

terça-feira, Agosto 05, 2014

O QUE É APRAXIA?:

A apraxia é um distúrbio neurológico que se caracteriza por uma perda da habilidade para executar movimentos e gestos precisos.

Flávio E. Nácul

ALTERAÇÕES COGNITIVAS NO PACIENTE CRÍTICO

Torgersen e cols avaliaram a incidência de alterações cognitivas nos pacientes críticos e observaram que sua incidência é de 64% logo após a alta da UTI, 11% depois de 3 meses e 10% após 12 meses. Jones realizou um estudo semelhante e encontrou uma incidência próxima a 90% logo após a alta da UTI e de 50% depois de 2 meses. Ambos os autores utilizaram o Cambridge Neuropsychological Test Automated Battery (Cantab) para avaliar os pacientes.

Ref: Torgersen J: Acta Anhaestesiol Scand 2011; 55:1044-1051; Jones C: Intensive Care Med 2006; 32:923-6

Flávio E. Nácul

ÉBOLA

Febre Hemorrágica Ebola é a doença  provocada pelos vírus da Ébola. Os sintomas têm início duas a três semanas após a infecção, e manifestam-se através de febre, dores musculares, dores de garganta e cefaléia. A estes sintomas sucedem-se náuseas, vómitos e diarreia que podem evoluir para e insuficiência hepáticarenal e coagulopatia. 

A disseminação da doença ocorre quando uma pessoa entra em contacto com o sangue ou fluidos corporais de um animal infectado, como os macacos ou morcegos.   Após a infecção, a doença é transmissível de pessoa para pessoa, inclusive através do contacto com pessoas mortas em decorrência do vírus. Os homens que sobrevivem à doença continuam a ser capazes de  transmitir por via sexual durante cerca de dois meses. O diagnóstico tem geralmente início com a exclusão de outras doenças com sintomas semelhantes, como a malária, cólera ou outras febres hemorrágicas virais. Para a confirmação do diagnóstico inicial, o sangue é posteriormente analisado para detetar a presença de anticorpos do vírus, do DNA viral ou do próprio vírus.

A prevenção é feita através de medidas que diminuem o risco de propagação da doença entre animais infectados e os seres humanos. Isto pode ser conseguido através do rastreio destes animais e, no caso de ser detectada a doença, matando e eliminando de forma apropriada os corpos. Deve-se também cozinhar a carne de forma adequada e é recomendado usar vestuário de proteção quando se manuseia carne. Na proximidade de uma pessoa infetada é recomendado que se lavem as mãos e que seja também usado vestuário de proteção.

Não existe tratamento específico para o vírus. O tratamento envolve a administração de terapia de reidratação oral ou intravenosa. A doença tem uma taxa de mortalidade extremamente elevada – até cerca de 90%. Geralmente ocorre durante surtos em regiões tropicais da África subsariana. Entre 1976, o ano em que foi pela primeira vez identificada, e 2014, o número de casos registados em cada ano foi sempre inferior a 1000.  A doença foi identificada pela primeira vez no Sudão e na República Democrática do Congo.
 

Texto baseada na Wikipédia.

Flávio E. Nácul

segunda-feira, Agosto 04, 2014

QUEM CONTEM MAIS SÓDIO: SORO FISIOLÓGICO OU ALBUMINA?

O Soro Fisiológico contem 154 mEq/L de sódio.

A Solução de Albumina a 20% contem 145 mEq/L de sódio.

Assim sendo, o Soro Fisiológico contém mais sódio do que a solução de albumina a 20%


Flávio E. Nácul

sábado, Agosto 02, 2014

OSMOLARIDADE E TONICIDADE


Osmolaridade= informa o número de partículas de uma solução

Fórmula da osmolaridade = 2 Na + Glicose/18 + uréia/6

Tonicidade ou osmolaridade efetiva = informa o número de partículas osmóticamente ativas de uma solução. A fórmula não inclui a uréia que atravessa livremente as membranas celulares e não cria um gradiente osmótico.

Fórmula da tonicidade = 2 Na + glicose/18


Flávio E. Nácul